Mercado eleva previsão de inflação para 5,22% e reduz estimativa de crescimento
Boletim Focus também mostra revisão das expectativas para juros e câmbio em 2026

As instituições consultadas pelo Banco Central elevaram a previsão de inflação para 2026 e reduziram a estimativa de crescimento da economia. Os números foram divulgados em 3 de novembro, na cobertura do Boletim Focus.
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, passou de 5,19% para 5,22%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,01%.
Para o Produto Interno Bruto, a projeção caiu de 1,80% para 1,76%, na terceira revisão consecutiva para baixo. O indicador representa a soma dos bens e serviços produzidos no país.
A estimativa para a taxa básica de juros ao final de 2026 avançou de 13,25% para 13,50% ao ano. A previsão para o dólar subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34.
Os números são expectativas dos participantes da pesquisa, sujeitas a mudanças conforme novas informações econômicas se tornam disponíveis.
Projeções também alcançam os próximos anos
Para 2027, os participantes projetaram inflação de 4,76%, crescimento de 1,20% e taxa Selic de 12,50% ao ano. A expectativa para o câmbio ficou em R$ 5,40.
O Focus reúne estimativas de mercado para diferentes indicadores. O próprio Banco Central esclarece que as projeções publicadas no relatório pertencem às instituições consultadas e não constituem previsões oficiais da autoridade monetária.
Também é necessário distinguir a expectativa para a Selic de uma decisão do Comitê de Política Monetária. A pesquisa registra o que os participantes esperam; a definição da taxa ocorre nas reuniões do Copom.
A divulgação permite acompanhar a evolução das avaliações sobre inflação, atividade, juros e câmbio. Esses indicadores influenciam o planejamento de empresas, instituições financeiras e agentes econômicos, mas não representam resultados já realizados.
